IT's FREE
Cem assunto, cem noção
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
insoonia
Opa, e aí, corujas, blz?
Provavelmente todo mundo aí já comeu biscoito de polvilho pelo menos vez na vida, certo? E se você já comeu você sabe de uma coisa: biscoito de polvilho é até bom, mas não mata fome. Até parece saciar no começo, mas alguns minutos depois a fome volta, e ainda mais forte.
Saindo um pouco dos polvilhos, vamos pensar numa outra situação: uma garota até poucos dias totalmente desconhecida da sociedade de repente vira conhecida por ter sido citada num comercial feito pelo pai, onde ele apenas dizia que a filha estava no Canadá. O que começou como um simples meme na internet (uma brincadeira até legal, diga-se de passagem), tomou outras proporções. A menina virou celebridade. Agora cobra caro apenas para aparecer em festas. Vez por outra “ataca” de DJ. Virou tema de concurso público. E o irmão, até então insignificante, agora pega carona no sucesso instantâneo da irmã e já se oferece para trabalhar como “modelo”. Ou seja, o que parecia engraçado acabou transformando mais uma anônima em subcelebridade, fadada a ser esquecida a daqui há alguns meses. Ela não é a primeira. Nem será a última. Alguns dizem que isso é a “força das redes sociais”. Eu prefiro dizer que é outra coisa: nós gostamos de consumir o que é fútil. Mais ainda: gostamos de fabricar futilidades.
Tá, ninguém é superinteligente 24 horas por dia e nem deve ser, senão vira uma pessoa sem graça, exceto se você for Sheldon Cooper… rs Mas certas coisas estão passando dos limites. A mídia supervaloriza coisas bobas. Acompanha a Luiza onde ela vai e a trata como celebridade. Enquanto isso coisas que deveriam ser importantes fica em segundo plano. Preferimos acompanhar a Luiza do que o trabalho do Congresso brasileiro. Preferimos saber o que marmanjos fazem confinados numa casa (ou numa fazenda) do que saber o que está sendo feito com nosso dinheiro na escola, no governo, no Brasil. E não, não sou contra quem vê BBB. O que estou falando aqui é sobre prioridades. Estamos colocando o superficial como principal, e o principal está ficando para trás.
Ou seja, preferimos nos encher de biscoitos de polvilho do que se alimentar de algo que realmente sustente. Preferimos consumir o que é fútil – e mais fácil para entender – do que pensar um pouco mais e produzir opinião sobre coisas sérias. O errado não é comer polvilho. É comer apenas o polvilho. Não é errado brincar um pouco na internet e repetir memes. É errado fazer apenas isso. Não dá pra comer apenas biscoito de polvilho no almoço e dizer que está “saciado”. Também não dá pra se dizer uma pessoa “de opinião própria” consumindo apenas o que a mídia produz. Muitas outras “Luizas” vão surgir. E tomara que surjam, mesmo, assim a internet não fica tão sem graça. Mas você vai viver só disso?
Para onde estamos indo, sociedade? rs
Provavelmente todo mundo aí já comeu biscoito de polvilho pelo menos vez na vida, certo? E se você já comeu você sabe de uma coisa: biscoito de polvilho é até bom, mas não mata fome. Até parece saciar no começo, mas alguns minutos depois a fome volta, e ainda mais forte.
Saindo um pouco dos polvilhos, vamos pensar numa outra situação: uma garota até poucos dias totalmente desconhecida da sociedade de repente vira conhecida por ter sido citada num comercial feito pelo pai, onde ele apenas dizia que a filha estava no Canadá. O que começou como um simples meme na internet (uma brincadeira até legal, diga-se de passagem), tomou outras proporções. A menina virou celebridade. Agora cobra caro apenas para aparecer em festas. Vez por outra “ataca” de DJ. Virou tema de concurso público. E o irmão, até então insignificante, agora pega carona no sucesso instantâneo da irmã e já se oferece para trabalhar como “modelo”. Ou seja, o que parecia engraçado acabou transformando mais uma anônima em subcelebridade, fadada a ser esquecida a daqui há alguns meses. Ela não é a primeira. Nem será a última. Alguns dizem que isso é a “força das redes sociais”. Eu prefiro dizer que é outra coisa: nós gostamos de consumir o que é fútil. Mais ainda: gostamos de fabricar futilidades.
Tá, ninguém é superinteligente 24 horas por dia e nem deve ser, senão vira uma pessoa sem graça, exceto se você for Sheldon Cooper… rs Mas certas coisas estão passando dos limites. A mídia supervaloriza coisas bobas. Acompanha a Luiza onde ela vai e a trata como celebridade. Enquanto isso coisas que deveriam ser importantes fica em segundo plano. Preferimos acompanhar a Luiza do que o trabalho do Congresso brasileiro. Preferimos saber o que marmanjos fazem confinados numa casa (ou numa fazenda) do que saber o que está sendo feito com nosso dinheiro na escola, no governo, no Brasil. E não, não sou contra quem vê BBB. O que estou falando aqui é sobre prioridades. Estamos colocando o superficial como principal, e o principal está ficando para trás.
Ou seja, preferimos nos encher de biscoitos de polvilho do que se alimentar de algo que realmente sustente. Preferimos consumir o que é fútil – e mais fácil para entender – do que pensar um pouco mais e produzir opinião sobre coisas sérias. O errado não é comer polvilho. É comer apenas o polvilho. Não é errado brincar um pouco na internet e repetir memes. É errado fazer apenas isso. Não dá pra comer apenas biscoito de polvilho no almoço e dizer que está “saciado”. Também não dá pra se dizer uma pessoa “de opinião própria” consumindo apenas o que a mídia produz. Muitas outras “Luizas” vão surgir. E tomara que surjam, mesmo, assim a internet não fica tão sem graça. Mas você vai viver só disso?
Para onde estamos indo, sociedade? rs
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